TARATATA N°254 (France 4 – Dif. le 15/02/08)
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Tags: canadian rock, cover, don't bring me down, Electric Light Orchestra, ELO cover, indie rock, new pornographers, pop rock, the new pornographers, video
Pensava que a era dos Creedence Clearwater Revisited tivesse acabado. Mas não. Dia destes, segundo a Folha de S. Paulo, teremos uma espécie de Milli Vanilli do grande Badfinger, a melhor banda da Apple fora os Beatles, se apresentando num bizarro festival de rock. Badfinger sem Peter Ham (que se matou em 1975) é como Big Star sem Alex Chilton ou The Fall sem Mark E. Smith. Mas pior ainda é que o Badfinger Milli Vanilli que vem não tem praticamente nada do original, já que Tom Evans, que era o segundo mais importante da banda, se enforcou em 1983. É como o Beach Boys do Mike Love. Ou o Byrds licensiado do Gene Parsons. Faça um favor e não apareça. Ninguém merece. Nem mesmo os paraguaios.
Veja o Badfinger verdadeiro aqui, mandando bem no Top of The Pops.
E aqui, com um tema que fez um mega sucesso no Brasil (dedicado para papai e mamãe…):
Tags: badfinger, bandas, day after day, fake Badfinger, falsas bandas, No Matter What, rock
Jun 12
Posted by Ricardo in Audio | No Comments
O álbum de estréia do Sons And Daughters é uma daquelas descobertas tardias que sempre gosto de ter. Acho que a busca pelo último som é sempre válida, mas nada como o tempo para dar uma limada no que presta e o que não presta. O fato é que esse álbum super curto é mais uma razão para se indagar o que há, de fato, na água de Glasgow.
Levando em conta a safra enorme de bandas guitarreiras que assola o mercado, 90% delas puramente estéticas com conteúdo de gosto duvidoso, é reconfortante ouvir uma banda que, por mais que algumas influências se sobressaiam (e no caso deles passa desde Eleventh Dream Day a Nancy Sinatra), não ficam limitadas a isso.
Minha citação sobre Nancy Sinatra é pelo fato da sonoridade do S&D passar por uma clara tensão entre o som da banda (instigante como Lee Hazelwood) e a força da vocalista Adele Bethel, que por vezes lembra a igualmente ótima Rachel Nagy (Detroit Cobras), que pode também servir de referência.
Mas o que me motivou a começar o blog com eles foi o fato de que, ao ouvir o álbum no meu carro, imediatamente me acordou aquela vontade de pegar uma balada sozinho pra pular e dançar um bom e velho rock’n’roll. Essa eletricidade estava ficando meio morta ultimamente, sei lá se por força da idade (haha) ou pelos caminhos que minha vida tomou. Enfim, fiquei com a coceira e se há algo bacana que um álbum pode te fazer é te tirar do lugar.
Tags: indie rock, resenha, sons and daughters, the repulsion box
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