Qual foi o spin que a imprensa não pegou? Que o deputado tenta jogar que as gorjetas FICAM com os empresários, o que é mentira. E que só ficariam com um quinto QUE DEVERÁ SER USADO PARA PAGAR OS IMPOSTOS SOBRE A GORJETA. Ou seja, o deputado inventou o imposto sobre gorjeta e diz que isso na verdade é um quinto do empresário!!! Não é genial?
Mais uma excrescência nacional a caminho. Os 10% hoje não fazem parte da conta porque não é obrigatória. Você dá se quiser. Isso tudo vai para o caixinha, que é dividido entre TODOS no restaurante (não só o garçom, então se você der somente ao garçon, está sacaneando o barista, o cozinheiro etc.). Além disso, o caixinha premia quem trabalha mais e melhor: há pontuações para quem for melhor/mais sênior.
O que o governo-mãe quer fazer? Tudo errado:
1) Transforma algo “OPCIONAL” e meritório em algo obrigatório! EM PAÍS ALGUM A GORJETA É OBRIGATÓRIA!!!!
2) Transforma o prêmio em algo a ser TAXADO, e portanto tirando renda dos funcionários, sem nada em troca.
3) Vai aumentar a cunha fiscal em cima dos legais, e ajudar ainda mais aos milhares de ilegais, pois NADA nessa lei coloca rédea nos informais. Ou seja, eles continuarão do MESMO jeitinho.
4) Vai enrijecer ainda mais a vida dos microempresários, que serão obrigados a dar O MESMO PRÊMIO a funcionários ruins e bons. Meritocracia para quê?
Aos infelizes que não sabem o que é tentar trabalhar dentro da Lei no país, ao invés de citarem EXCEÇÕES (maus empresários que roubam caixinhas) deveriam lembrar dos BONS empresários, que pagam impostos e dão 100% das gorjetas aos funcionários.
Resta dizer que é uma bobagem dizer que isso irá denunciar qualquer coisa. Se o cara não emite nota, não vai continuar tendo controle algum. Essa Lei é uma VERGONHA NACIONAL, mais uma BOBAGEM SINDICALISTA de quem NÃO TRABALHA e não sabe o que fazer, e que obriga o CLIENTE a pagar algo que depende do BOM SERVIÇO! Quer ajudar? Então cacem os informais.
Em suma, é uma lei para taxar a gorjeta e mais nada.
Uma das questões que mais ficaram claras em minha leitura é a ênfase que os planners deram à necessidade de mudança. Porque essa pressão para se mudar? Melhor dizendo: o que mudar? Marcas poderosas raramente precisam “mudar” seus atributos centrais. Não me lembro de mudanças estratégicas de marca da Gilette, Colgate, Starbucks, Gelol, Doril, Sony, Dolly (ok, essa foi forçada)... Curiosamente, marcas consolidadas que tentaram se “renovar” (desnecessariamente, na maioria das vezes), quebraram a cara ao se tornarem “mais uma”, como a Brastemp, Gradiente (em tempo: trabalhei lá durante uma das mudanças de marca, que foi felizmente jogada no lixo) e Nike Skateboards. Marcas são construídas com consistência, como já perceberam Coca-Cola e Burger King – ambas voltaram à conceitos de marca antigos, mas trabalhados em linguagem e formatos inovadores. De fato, esse parece ser a nova tendência das grandes marcas: voltar aos que as pessoas efetivamente entendem como A SUA MARCA, mas renovando o “como” seus valores são transmitidos. É a busca do consumidor por segurança (“não mudem minha marca”) e excitação (“não quero parecer velho”) ao mesmo tempo.
Volto ao tema da sociologia do cigarro, minha tentativa barata de teorizar. É notável observar que o perfil típico do fumante “bacana” atual se encaixa no perfil “alternativo/moderno” dos jovens. Sim, é verdade que os adolescentes e pobres perfazem boa parte do público fumante, em especial das marcas mais populares, mas são os “modernos” que dão a atual cara de glamour e “descolamento” ao produto, na falta dos galãs de Hollywood.