Archive for category Opinião

Porque o Brasil não vai para a frente – A taxa-gorjeta

Um deputado do PT/MG, um tal de Gilmar Machado, está com uma nova Lei que tramita no Congresso, prevendo a regulamentação da destinação da gorjeta e “prevê que os donos de restaurantes só fiquem com um quinto dela, percentual que deverá ser usado em despesas com encargos sociais e previdenciários”, conforme nota de Barbara Gancia.

Qual foi o spin que a imprensa não pegou? Que o deputado tenta jogar que as gorjetas FICAM com os empresários, o que é mentira. E que só ficariam com um quinto QUE DEVERÁ SER USADO PARA PAGAR OS IMPOSTOS SOBRE A GORJETA. Ou seja, o deputado inventou o imposto sobre gorjeta e diz que isso na verdade é um quinto do empresário!!! Não é genial?

Mais uma excrescência nacional a caminho. Os 10% hoje não fazem parte da conta porque não é obrigatória. Você dá se quiser. Isso tudo vai para o caixinha, que é dividido entre TODOS no restaurante (não só o garçom, então se você der somente ao garçon, está sacaneando o barista, o cozinheiro etc.). Além disso, o caixinha premia quem trabalha mais e melhor: há pontuações para quem for melhor/mais sênior.

O que o governo-mãe quer fazer? Tudo errado:

1) Transforma algo “OPCIONAL” e meritório em algo obrigatório! EM PAÍS ALGUM A GORJETA É OBRIGATÓRIA!!!!


2) Transforma o prêmio em algo a ser TAXADO, e portanto tirando renda dos funcionários, sem nada em troca.


3) Vai aumentar a cunha fiscal em cima dos legais, e ajudar ainda mais aos milhares de ilegais, pois NADA nessa lei coloca rédea nos informais. Ou seja, eles continuarão do MESMO jeitinho.


4) Vai enrijecer ainda mais a vida dos microempresários, que serão obrigados a dar O MESMO PRÊMIO a funcionários ruins e bons. Meritocracia para quê?

Aos infelizes que não sabem o que é tentar trabalhar dentro da Lei no país, ao invés de citarem EXCEÇÕES (maus empresários que roubam caixinhas) deveriam lembrar dos BONS empresários, que pagam impostos e dão 100% das gorjetas aos funcionários.

Resta dizer que é uma bobagem dizer que isso irá denunciar qualquer coisa. Se o cara não emite nota, não vai continuar tendo controle algum. Essa Lei é uma VERGONHA NACIONAL, mais uma BOBAGEM SINDICALISTA de quem NÃO TRABALHA e não sabe o que fazer, e que obriga o CLIENTE a pagar algo que depende do BOM SERVIÇO! Quer ajudar? Então cacem os informais.

Em suma, é uma lei para taxar a gorjeta e mais nada.

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Artigo novo na GV Executivo

Sim, estou devendo novos posts há um bom tempo, mas viagens e projetos me travaram. Enquanto isso, tenho um novo artigo escrito para a GV Executivo sobre agências criativas e os “novos criativos”. A idéia do texto é conversar com um público leigo, mas levemente acadêmico, sobre a situação das agências de publicidade no cenário atual, dar um contexto histórico de como se chegou lá, e a partir de uma abordagem “criativa” (no sentido de creative industries) mostrar como isso pode dar a luz a novas abordagens em indústrias semelhantes (moda, publishing, design – o que chamamos academicamente de indústrias fronteiriças).

A revista é meio difícil de achar e, até onde sei, a versão eletrônica demora um tanto para aparecer. Mas na Livraria da FGV (na 9 de Julho, prédio da faculdade), com certeza se acha. Aqui, colo um trechinho, com a boa vontade do Prof. Aranha, publisher da revista.

Foi na década de 1960, ao menos nos grandes mercados, que houve a primeira grande mudança no mundo das empresas de publicidade. Além do atendimento, mídia e criação, que formavam o núcleo de trabalho de uma agência, uma nova disciplina emergiu, primeiramente nas agências J. W. Thompson e BMP (americana e britânica, respectivamente), o chamado account planning, ou o planejamento de comunicação. Sua função era ser o equivalente ao planejamento estratégico das empresas, mas do ponto de vista da comunicação.
Na prática, tal planejamento implicava em um olhar mais específico sobre o consumidor, pois até então as pesquisas eram tratadas como mera informação para o atendimento e para a concepção da mídia, sem a existência de um departamento que “destilasse” e embasasse em perspectiva mais ampla, por exemplo, sociológica, antropológica, econômica e psicológica sobre “quem é” o consumidor.
Com o passar do tempo, estabeleceu-se a certeza de que a principal competência da agência era o conhecimento profundo do consumidor. Isso parece óbvio hoje em dia, mas até esse período a agência de publicidade se limitava, como marketing da empresa, a comunicar as qualidades do produto de maneira literal, tal como um verdadeiro porta-voz da empresa. O público era visto de forma genérica. Basta um olhar sobre a publicidade até meados da década de 1950 para perceber isso.

UPDATE: A matéria, que saiu na versão impressa com uma revisão alterada a posteriori com erros gigantescos, foi consertada na versão digital e está disponível na minha página de artigos científicos. Agredecimentos ao Prof. Francisco Aranha, ao Rafael e à equipe da revista pela gentileza da disponibilidade.

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Humor é política. Ou deveria ser.

Pena não termos produtos de TV tão bons quanto o Saturday Night Live por aqui. Apesar do CQC estar chegando lá, a verdade é que a política foi abolida no Brasil e se tornou monólogo irrelevante calcado em bobagens. O próprio Casseta & Planeta, pós Bussunda, ficou a-político. Quando o humor passa a ter medo de enfrentar os poderes locais, algo vai muito errado no país.

Este quadro abriu a nova temporada e traz a espetacular Tina Fey de volta, após 2 anos fora, fazendo 30 Rock. Notem o sotaque caipira de Sarah Palin que Tina imprime e a crítica mordaz a Hillary e Palin que o quadro sugere.

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Ajudando Lula em seu legado

Lula, o Pensador, disse hoje na inauguração da laje esquerda da UNIABC (Universidade Virtual do ABC), que vai registrar em cartório tudo que ele fez nos últimos anos no governo. Resolvi ajudá-lo e lembrá-lo do legado:

mensalão, aloprados, PF do PT, dossiês, dólar na cueca, Celso Daniel, Toninho do PT, FARCs no Brasil, cumpanhero Maranhão e o MLST, invasão do Congresso, TV Brasil, Gilberto Gil, explosão da dívida interna, déficit de conta-corrente, Marta Relaxa e Goza Suplicy, quebra da Varig, escândalo da Infraero, escândalo da ANAC, compra de votos da ANATEL, quebra de sigilo bancário do Francenildo, Vavá, Lulinha, escândalo BrOi, dólar subvalorizado como controle da inflação, escândalo da Visanet, escândalo do Banco Popular, escândalo do IBAMA, dança da pizza, lobbista Zé Dirceu, crescimento do crime organizado, escândalo de Itaipu, bypass da Bolívia, escândalo do PAN, lei para ajudar sindicalistas, carro popular agora custa 25.000 reais, crédito consignado (ilegalidade), concentração bancária, divisão do país, Bolsa-Esmola, metáforas futebolísticas… 

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Dicionário Petista – I

Na.da=(s.m.) tráfico de influência; negociata; roubalheira; dinheiro público virando privado.

Ex: “Recebi ontem uma das partes interessadas num negócio ilegal e milionário e fizemos NADA por algumas horas em reunião não marcada e não divulgada porque NADA interessa pouco à população, que vive de Bolsa-Esmola e acredita que ‘noço’ líder é inimputável”.

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Ah, se fosse FHC…

Papai Roberto Teixeira é um gênio. Mente, mente e mente mais um pouco, faz lobby com Lula e… nada acontece. Imagina se algo parecido tivesse ocorrido na época do FHC. Chama a atenção a atuação pífia da imprensa (em geral), que trata nosso presidente como inimputável, inatingível e francamente inalcançável, já que não vi nenhuma tentativa sequer de entrevista com o presidente até o momento. Ele DEVE explicações. Sobre essa e outra dezena de sacanagens.

Enquanto isso, ele fala sobre não ser necessário “utilizar aqueles turbantes de xeique” para nos tornarmos parte dos maiores produtores (virtuais) de petróleo do mundo.

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Afinal, de quem é a culpa?

Na linha do artigo Brasil Narciso, é engraçado ver Lula culpando os EUA pela nossa inflação, sendo que seu governo passou seis anos não fazendo nada, ou então concentrando empresas e estatizando, surfando na pujança da economia mundial e dizendo que era tudo “de bom” que ocorria era por conta dele (“nunca antes neztepaís…”).

Não há nada mais brasileiro do que Lula.

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Frase para se pensar

Pincei essa frase do blog do Reinaldo Azevedo, mas que pode muito bem ser entendida dentro das empresas e da comunicação no Brasil.

E se eu lhes dissesse que o problema do Brasil é excesso de convergência? De tal sorte todo mundo converge, que o poder não se atreve a mexer nos interesses estabelecidos.

Pense nas últimas campanhas que teriam ousado enfrentar interesses estabelecidos. Ou que tentem falar com nichos, desagradando outros. Ou pessoas que possuem visões diferentes na sua empresa, mas são consideradas “promovedoras de discórdia” e “briguentas”.

Isso também me lembra o famoso trecho do livro Carnavais, Mitos e Heróis, de Roberto DaMatta, onde ele fala sobre a palavra discussão e suas conotações opostas em inglês (entendida como positiva, como argumentação) e português (vista como negativa, sinônimo de briga). Percebam como isso reflete nossa “predisposição” para o “acerto” e para a “convergência”, que eu enxergo como estagnação e manutenção de status quo. Se puxarmos ainda mais o fio, chegaremos no homem cordial…

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Brasil Narciso

Tem gente que possui mais capacidade para articular certas idéias e que consegue colocar em poucas palavras uma sensação que você já possuía mais colocava em vários posts ou textos separados, aparentemente sem coesão. É esse o caso de Brasil Narciso, do Prof. Jean Marcel Carvalho França, da UNESP. Em um breve ensaio, coloca o dedo na ferida do ego inflado e da falta de relação entre realidade e percepção do brasileiro médio.

Em suma, o Brasil é um país onde o que é bom é nato e só nós temos, mas tudo que é ruim, é porque a culpa é dos outros. Leiam o artigo completo aqui.

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As revistas de luxo à moda brasileira

Trabalhar numa agência faz com que você observe algumas coisas bizarras de nosso universo brazuca. Uma delas é a quantidade de revistas disputando o tal mercado AAAAA+. Da Abril a editoras minúsculas, com títulos esdrúxulos como a V (revista de luxo da Volkswagen??? Quem merece?), todas querem atuar nesse mercado mais do que saturado. O pior é que praticamente nenhuma se salva em conteúdo: trata-se de uma versão piorada e afetada dos catálogos Avon, só que mais carregado de zeros.

Sei, da boca pequena, que boa parte delas só existe para esquentar peças fantasmas das agências nacionais, uma situação surrereal que só no Brasil mesmo. Ou seja, criam-se veículos sem leitores para veicular peças inexistentes para um público que não existe, já que não é uma revista para ser lida etc…

E as poucas para serem lidas, como a Bravo, são tão indigentes em termos de cultura que ainda acham Marisa Monte relevante (só se for como marketeira…).

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O Estado do Planejamento de Comunicação no mundo

Pelo terceiro ano consecutivo, a The Martin Agency realizou um survey mundial da categoria, ou seja, com os Account Planners do mercado global. Alguns dos achados são bastante auto-explicativos, mas é interessante notar o desconforto dos planejadores com a própria disciplina. Alguns acham que somos mais do que “parteiros da criação”, outros já acham que estamos perdendo tempo em “negócios” e não ajudando a “mudar a cabeça” dos clientes gerando idéias.

Gillette Mofada? Não mesmo...Uma das questões que mais ficaram claras em minha leitura é a ênfase que os planners deram à necessidade de mudança. Porque essa pressão para se mudar? Melhor dizendo: o que mudar? Marcas poderosas raramente precisam “mudar” seus atributos centrais. Não me lembro de mudanças estratégicas de marca da Gilette, Colgate, Starbucks, Gelol, Doril, Sony, Dolly (ok, essa foi forçada)... Curiosamente, marcas consolidadas que tentaram se “renovar” (desnecessariamente, na maioria das vezes), quebraram a cara ao se tornarem “mais uma”, como a Brastemp, Gradiente (em tempo: trabalhei lá durante uma das mudanças de marca, que foi felizmente jogada no lixo) e Nike Skateboards. Marcas são construídas com consistência, como já perceberam Coca-Cola e Burger King – ambas voltaram à conceitos de marca antigos, mas trabalhados em linguagem e formatos inovadores. De fato, esse parece ser a nova tendência das grandes marcas: voltar aos que as pessoas efetivamente entendem como A SUA MARCA, mas renovando o “como” seus valores são transmitidos. É a busca do consumidor por segurança (“não mudem minha marca”) e excitação (“não quero parecer velho”) ao mesmo tempo.

Mudei muito o assunto, mas quem quiser ler a pesquisa completa, aqui vai um link para o documento, zipado:

Planner Survey Results 2007

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Proposta de Sociologia do Cigarro – II

Fumante modernoVolto ao tema da sociologia do cigarro, minha tentativa barata de teorizar. É notável observar que o perfil típico do fumante “bacana” atual se encaixa no perfil “alternativo/moderno” dos jovens. Sim, é verdade que os adolescentes e pobres perfazem boa parte do público fumante, em especial das marcas mais populares, mas são os “modernos” que dão a atual cara de glamour e “descolamento” ao produto, na falta dos galãs de Hollywood.

Mas mais engraçado que isso é que se trata de um público geralmente anti-corporações, anti-marcas, anti-capitalista, “sou de esquerda” etc, sendo que o cigarro é um dos produtos mais prejudiciais a populações locais (o tabaco destrói o solo), e faz parte de um setor dominado por grandes conglomerados multi-nacionais ligados às práticas comerciais mais desleais e anti-éticas.  São contribuintes fervorosos dos Republicanos, ou seja, fumou um cigarro, está dando dinheiro para George Bush. Não é irônico?

Gostosas também fumam, pois!

Ou ser moderno é ser incoerente e incongruente, ou a posição política deste povo é apenas uma maneira de se conseguir sexo mais fácil, já que a esquerda parece ser mais liberal do que a direita neste tipo de assunto. Nada mais status quo, mais reacionário, portanto, do que fumar.

Isso sem falar no culto à maconha, outra praga que “moderno” ignora (ou melhor, finge ignorar) seus efeitos sociais e econômicos. Tema de um próximo texto.

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Como uma bobagem estatística pode transformar o Brasil em Índia

Freqüentemente acontece de me deparar com idéias reducionistas que colocam o brasileiro classe média no mesmo Panteão dos milionários e ricos, simplesmente por conta do maldito Critério Brasil de análise de mídia.

Para quem não conhece, o Critério Brasil estima o poder de compra dos brasileiros a partir dos dados do LSE (Levantamento Sócio Econômico) do IBOPE Mídia. No frigir dos ovos, é dele que surgem as famosas divisões de Classe Social utilizadas nos ambientes de marketing e de agências de publicidade (classe A, B, C, D e E). Neste tosco critério, faz parte dos milionários brasileiros (Classe A1) aqueles cuja renda familiar é de R$7.793,00 em média (ou espetaculares US$3.500 por família, em dez/06). Ou seja, se o pai e a mãe ganharem R$3000 reais cada, mais um filho estagiando, seriam co-irmãos do Joseph Safra e da família Ermírio de Morais.

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O Fator S

Seth Godin traz à superfície um tema que costuma ser bem espinhoso, tanto do ponto de vista acadêmico, quanto do ponto de vista empresarial: o Fator S. Ou, em inglês, o fator L (luck). Seria o sucesso no mercado uma questão de Sorte? Nossas estratégias são tão irrelevantes assim, como pregam os estrategistas alinhados com Henry Mintzberg, ou teríamos na verdade alta capacidade de alterar profundamente ambientes, como os clássicos pregam?

É simples dizer que é um pouco dos dois, mas esta é a resposta fácil. O artigo de Godin é interessante por mostrar que, em indústrias muito ligadas à moda ou a mudanças sociais de difícil avaliação, o controle das variáveis é quase impossível. Contudo, isso não torna a estratégia obsoleta: apenas altera-se a forma de se utilizá-la.

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Matando boas idéias

Acho que não conseguirei explicar melhor do que o próprio autor, Seth Godin, então tomei a liberdade de traduzir uns pedacinhos do texto completo, cuja leitura completa eu recomendo:

A maioria das organizações vêem oportunidades de desenvolvimento de negócios como ameaças.
Uma ameaça porque um erro pode atrapalhar o status quo, pode custar dinheiro ou tempo, ou mesmo meter alguém em confusão.

Após um visualização inicial, a proposta de desenvolvimento de negócios típica leva à Cuidadosa Consideração e Análise. O que significa que advogados vão trabalhar duro para (além de outras centenas de coisas) ter certeza que o licenciamento da marca está correto e apropriado (SM ao invés de TM, por favor) e que eles fizeram seu serviço e nada de ruim pode acontecer.

O problema, como você pode ter desconfiado, é que a moda é imprevisível.


Seth, no fundo, mostra que uma boa dose de risco é necessária para que a criatividade ocorra. Como as modas são muito passageiras, uma idéia pode ser simplesmente inviabilizada por ter sido considerada por tanto tempo que se perde o trem da história.

Ou isso, ou advogados são o melhor meio de se perder o timing. De qualquer coisa. :)

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