Ninguém pediu, mas vai aqui um texto escrito em outubro de 2003, onde dou minha opinião sobre o livro Geração 90: Transgressores. Este texto foi preparado como um ensaio para o projeto O Errático, o filho bastardo do Rosebud Pop Media, que um dia ainda pretendo fazer acontecer. Não alterei nada no texto desde então.
O que afinal a literatura dos anos 90 transgride?
Leitura de Geração 90: Transgressores reforça impressão de falta do que dizer da atual produção literária nacional
Transgredir= passar além de, violar.
Uma certa polêmica surgiu na mídia quando, em debate com autores no caderno Ilustrada, do jornal Folha de São Paulo de 26/07/2003, o escritor Bernardo Carvalho resumiu sua idéia sobre os autores agrupados no livro Geração 90: Transgressores (Editora Boitempo): tratava-se mais de um projeto que buscava visibilidade para um grupo de escritores do que efetivamente um movimento ou algo significativo. A reação foi imediata: uns diziam que o que importava não era o rótulo e sim o conteúdo e, por não ter lido os trabalhos, não entenderiam a questão. Outros que propaganda é sempre boa, eles têm mais é que aparecer, que a questão literária surgiria por si só, entre outras milhares de opiniões.
Bernardo Carvalho tem razão em dizer que o rótulo de Geração 90, e principalmente Trangressores, tem muito mais a ver com marketing que qualquer outra coisa. O trabalho, organizado pelo também escritor Nelson de Oliveira, é mais um retrato de brodagem literária a serviço da difusão do que uma compilação de peso que tenha algo mais substancioso a dizer. O que não é ruim per se; sendo eu um homem de marketing, acredito na necessidade de se utilizar de um recurso interessante para chamar a atenção de um público que, de outra maneira, não seria exposto a trabalhos de autores desconhecidas. Read the rest of this entry »
Elvis Costello tinha prometido não gravar mais CDs por conta da falência do modelo atual na indústria. Óbvio que ele em menos de seis meses descumpriu a patacoada e gravou, em dois lances de sessões, o ótimo
Pensava que a era dos Creedence Clearwater Revisited tivesse acabado. Mas não. Dia destes, segundo a Folha de S. Paulo, teremos uma espécie de
O álbum de estréia do Sons And Daughters é uma daquelas descobertas tardias que sempre gosto de ter. Acho que a busca pelo último som é sempre válida, mas nada como o tempo para dar uma limada no que presta e o que não presta. O fato é que esse álbum super curto é mais uma razão para se indagar o que há, de fato, na água de Glasgow.