Quis recordar um clássico completamente ignorado mas que, já em 1995, trazia guitarras e eletrônica com uma pegada indie rock que somente agora se tornou “na moda”. Falo do Air Miami, projeto surgido das cinzas do predileto da casa Unrest, e que reunia a baixista Bridget Cross e o guitarrista Mark Robinson num projeto bem mais dançante que o trabalho do Unrest. É visível aqui a fascinação de Robinson com o post punk das bandas da Factory britânica e melhor ainda como ele destilava tudo com o indie rock minimalista do Unrest.
Dolphin Expressway é uma das obrigatórias: a faixa mais guitarreira do CD, pegaria bem numa balada no CB ou no Clube Praga, e lembra o Moldy Peaches se destilado na sonoridade do Le Tigre. Sweet Little Heartbreaker é um proto-punk eletrônico minimalista cantado com megafone, em um rush de 2 minutos.
Não é um álbum cerebral e díficil, muito pelo contrário. Chama a atenção por ser grudento, criativo e, ao mesmo tempo, inteligente, sem ser cabeçudo.
O CD não é fácil de achar por aí, mas a loja da TeenBeat tem. Compre já!
PS: Fui ver agora que Mark Robinson lançou as 2 raríssimas demos do Air Miami em CD ano passado! Beleza!
PS: Não deixe de escutar Flin Flon e Unrest, as outras bandas de Mark Robinson.
PS: Um raríssimo vídeo do Air Miami, I Hate Milk. Percebam como as bandas novas clonaram o som deles, sem dar-lhes o just crédito (sim, no mundinho indie o Unrest é amado):
Pensava que a era dos Creedence Clearwater Revisited tivesse acabado. Mas não. Dia destes, segundo a Folha de S. Paulo, teremos uma espécie de